Folha Max
A Turma de Câmaras Criminais Reunidas do Tribunal de Justiça (TJMT) julgou procedente uma representação do Governo do Estado pela demissão da 1ª tenente do Corpo de Bombeiros de Mato Grosso, Yara Corrêa dos Santos. Ela é suspeita de receber propina, atuar em nome de uma empresa e ser a responsável por “facilitar” a autorização de funcionamento do Malai Manso Resort, em Chapada dos Guimarães (100 Km de Cuiabá), que tem o ex-ministro da
Agricultura, ex-senador e ex-governador Blairo Maggi (PP) como um dos sócios.
Os magistrados da Turma de Câmaras Criminais Reunidas seguiram por unanimidade o voto do desembargador Jones Gattas Dias, relator da representação que pede a demissão da militar das fileiras do Corpo de Bombeiros. A sessão de julgamento ocorreu na tarde desta quinta-feira (21).
Em sua defesa, a 1ª tenente alegou que ainda não foi condenada no processo penal que responde na Justiça Militar e que sua demissão é decorrente de decisão do conselho de justificação do Corpo de Bombeiros (esfera administrativa). Yara também alegou que teria recebido elogios ao longo de seus 11 anos de carreira na corporação.
O desembargador Jones Gattas Dias, entretanto, esclareceu que o recebimento de elogios ou a falta de uma condenação na justiça militar não prejudicam a análise pela Turma de Câmaras Criminais Reunidas darepresentação do Governo do Estado. Segundo a denúncia, Yara é responsável por “facilitar” o projeto de
segurança contra incêndio e pânico (PSCIP) do Malai Manso Resort.
“Yara estaria prestando serviços de consultoria para empresários mediante remuneração, mantendo contato constante com os responsáveis pela elaboração e execução do PSCIP e com o gerente de manutenção do empreendimento Malai Manso Resort. A referida oficial, ao analisar o PSCIP do empreendimento Malai Manso Resort, cobrou menos taxas do que a exigência legal em uma das análises e cobrou taxa a menos em outra análise, além de ter dado celeridade maior dos projetos da referida empresa, em detrimento de outros projetos que aguardavam na fila”, revelou Gattas.
A denúncia revela, ainda, que “foi possível observar que ao longo dos meses de outubro e novembro de 2020 a justificante manteve contato quase que diário com o senhor [representante do Malai Manso] com o intuito de acertar detalhes específicos de execução, de equipamentos e preenchimento de documentos no projeto do Malai Manso”.
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